sábado, 1 de março de 2014

Não Julgueis????? O que a Bíblia diz...

“ Não julgueis, para que não sejais julgados.
Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós.
E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho?
Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu?
Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão.” (Mt 7.1-5)
Podemos entender qual é o significado desta expressão proferida por nosso Senhor Jesus Cristo: “Não julgueis, para que não sejais julgados”, pela razão que Ele apresentou logo a seguir: “Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós.”
Evidentemente não está proibindo a formulação de juízos, porque isto devemos fazer em todo o tempo, até mesmo pela necessidade de separar o que é vil do que é precioso; o aprovado do que é reprovado.
A que tipo de juízo então, está o Senhor Jesus se referindo?
Obviamente ao de nos compararmos com os outros, pensando que somos diferentes deles, quanto a termos méritos para sermos justificados por Deus, ou por qualquer outro motivo comparativo que nos leve a desprezá-los como pessoas, passando-lhes um juízo condenatório final, como fazia o fariseu da parábola, que condenou o publicano, a qual Jesus narrou para mostrar o estado deplorável de justiça própria que cegava os religiosos do Judaísmo.
É evidente que há réprobos, ímpios no mundo, e muito mais do que pessoas piedosas.
Todavia, muitos terão a oportunidade de serem justificados pela graça, mediante a fé, segundo o dom de justiça que está sendo oferecido pelo evangelho.
E nisto devem ser ajudados pelos que estão tirando as traves do pecado dos seus próprios olhos, pela santificação na Palavra, pelo Espírito Santo, de modo que possam ser eficazes em suas orações e testemunho de Cristo em favor dos tais, para que também alcancem a vida eterna e sejam santificados.
Há lobos, segundo nosso Senhor, para o meio dos quais somos enviados, e dos quais devemos nos acautelar com a prudência das serpentes, que se desviam de ameaças potenciais; associada à simplicidade das pombas, que não reagem aos ataques que sofrem, tanto quanto fazem as serpentes, que também agridem quando são agredidas.
Das serpentes portanto, somente é recomendada a prudência.
No entanto, nunca devemos esquecer que todos somos pecadores e necessitados da ajuda e intervenção divina, para sermos livrados do terrível espírito de justiça própria, que nos leva a nos compararmos com outros, nos julgando melhores do que eles aos olhos de Deus, por algo supostamente bom que exista em nossa própria natureza pecaminosa.
Se os julgamos um caso perdido, ou como pessoas que merecem ser desprezadas por conta do que são ou do que praticam, passamos um atestado de condenação para nós mesmos, porque decretamos que o pecador deve ser desprezado e condenado, esquecidos que somos também pecadores aos olhos de Deus, e que seríamos justamente condenados, não fosse a Sua misericórdia em nos justificar com a Justiça do próprio Cristo, para sermos livrados da condenação eterna.
Confiemos portanto nossas almas ao fiel Criador, continuando na prática do bem, ainda que soframos ataques injustos por causa da proclamação do evangelho, os quais inevitavelmente ocorrerão, porque isto foi predito por nosso Senhor; e ao mesmo tempo procurando nos guardar de toda forma de juízo condenatório, ao contrário, dando sempre lugar à ira de Deus, que é o Único Juiz que sempre julga retamente (Rom 12.17-21).

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A Torre de Babel

Alguns dos descendentes de Noé logo começaram a apostatar. Uma parte seguiu o exemplo de Noé e obedeceu aos mandamentos de Deus; outros foram descrentes e rebeldes e nem mesmo tinham a mesma idéia quanto ao dilúvio. Alguns descriam da existência de Deus, e em sua própria mente atribuíam o dilúvio a causas naturais. Outros criam que Deus existia e que fora Ele quem destruíra a raça antediluviana pelo dilúvio, e seus sentimentos, como os de Caim, ergueram-se em rebelião contra Deus porque Ele destruiu da Terra o povo e amaldiçoou a Terra pela terceira vez, por um dilúvio. HR 72.1
Aqueles que era inimigos de Deus sentiam-se diariamente reprovados pela justa conduta e piedosa vida daqueles que amavam, obedeciam e exaltavam a Deus. Os descrentes consultaram entre si e decidiram separar-se dos fiéis, cuja vida justa era uma contínua restrição à sua ímpia conduta. Viajaram a certa distância para se afastarem deles, e escolheram uma vasta planície para habitar. Então construíram uma cidade, e conceberam a idéia da edificação de uma grande torre que alcançasse as nuvens, para que pudessem habitar juntos na cidade e na torre, e não mais fossem dispersados. HR 72.2
Arrazoaram que estariam seguros no caso de outro dilúvio, pois construiriam sua torre com muito maior altura do que* as águas prevaleceram no tempo do dilúvio, e que todo o mundo os honraria e que eles seriam quais deuses e governariam o povo. Esta torre fora planejada para exaltar seus construtores, e pretendia voltar a atenção dos outros que vivessem na Terra, de Deus, para unirem-se com eles em sua idolatria.Antes do trabalho de construção estar cumprido, as pessoas moravam na torre. Salas foram esplendidamente mobiliadas, decoradas e devotadas aos seus ídolos. Aqueles que não criam em Deus imaginavam que se sua torre chegasse às nuvens, eles seriam capazes de descobrir as causas do dilúvio. HR 72.3
Exaltaram-se contra Deus. Ele, porém, não lhes permitiria completar seu trabalho. Tinham construído a torre até grande altura quando o Senhor mandou dois anjos para confundi-los em seu trabalho. Homens tinham sido apontados para receber as ordens dos que trabalhavam no topo da torre, que pediam material para o seu trabalho, sendo que o primeiro comunicava ao segundo, e este ao terceiro, até que a ordem chegava aos que estavam na base. Ao ser a ordem passada de um para outro, os anjos confundiram sua linguagem, e quando a ordem chegava aos que trabalhavam na base, provia-se material que não fora pedido. E depois de um laborioso processo de fazer chegar o material aos operários no cimo da torre, não era o que eles desejavam. Desapontados e enraivecidos, eles reprovavam aqueles que julgavam estar em falta. HR 73.1
Depois disso não houve mais harmonia em seu trabalho. Irados uns com os outros, e sem saber a que atribuir os mal-entendidos e estranhas palavras entre eles, abandonaram o trabalho, separaram-se uns dos outros e se espalharam sobre a Terra. Até aquele tempo os homens tinham falado uma única língua. Raios do céu, como um sinal da ira de Deus, quebraram a parte superior da torre, lançando-a por terra. Deus queria mostrar assim ao homem rebelde que Ele era supremo. HR 73.2
(Capítulo 9 do Livro História da Redenção - E . White)

quinta-feira, 10 de outubro de 2013